A Semana Literária contou, na noite de ontem, com a participação do publicitário Jorge Neto, do escritor e jornalista Carlos Herculano de Oliveira Lopes e da atriz e professora Angelita Cristiane Candido. Após a abertura do seminário, intitulado “Palavra Encenada”, apresentado pelo professor Carlos Alberto Santos, os convidados falaram sobre os diferentes processos de criação de um personagem.
Com muita irreverência e descontração, Carlos Herculano começou falando sobre seu início na literatura, aos 12 anos, quando veio para Belo Horizonte, estudar no Colégio Arnaldo. Seu primeiro livro, “O Estilingue”, foi escrito quando tinha 14 anos. A partir daí, começou a construir seus personagens, dando formas a sua imaginação. Para ele a construção de um personagem não é coisa muito fácil e abusa das metáforas. “É igual a um boi que, quando é laçado no fio do lombo, ninguém consegue controlá-lo mais”.
Para Angelita Cristiane, o cotidiano em que vivemos é uma representação constante de um personagem que criamos a todo o momento. No teatro, a construção desse personagem é gradual, requer tempo e dispensa o excesso de técnicas, para que o público consiga entender a mensagem passada. “O teatro é o enfrentamento direto com o público e é sempre único”, disse a atriz.
Durante o seminário, o publicitário Jorge Neto apresentou os vídeos da campanha para uma
palhaça de aço e para o governo do Estado. Ele explicou que na publicidade o personagem é tanto criado como comprado, ou mesmo pego emprestado. Para o publicitário, a preocupação na construção do personagem é sempre com o retorno do público e termina dizendo: “Antes de criar, tem que se pensar no formato. A publicidade é um zig zag. Todo mundo faz o zig. O zag é o que destaca seu personagem dos outros comuns”.
Fotos: Patrícia Loureiro
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