domingo, 27 de maio de 2007

NÃO BASTA APENAS ADMIRAR. É PRECISO CONSERVAR. Com dedicação e recursos é possível manter viva a paisagem arquitetônica da CAPITAL MINEIRA.


Belo Horizonte conta hoje com um grande acervo cultural arquitetônico e paisagístico, na sua maioria, em bom estado de conservação. Entre esses imóveis, destacam-se, não só pela beleza, exuberância e opulência, mas pela importância histórica, o conjunto da Praça da Liberdade composto por seus jardins onde moradores da região fazem caminhadas e conversam tranqüilamente, alamedas, lagos, hermas, fontes, monumentos e prédios públicos, inclusive o Palácio da Liberdade.

Na mesma linha seguem o conjunto arquitetônico da Praça Rui Barbosa composto também por jardins, pela Estação Central (reformada recentemente) e o Viaduto de Santa Tereza; o Monumento Comemorativo do Centenário da Independência Nacional, mais conhecido como Pirulito da Praça Sete – alvo de encontros e manifestações públicas; o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge); o Automóvel Clube; a Igreja do Sagrado Coração de Jesus; a Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem; o Arquivo Público Mineiro, o Necrotério do Cemitério do Bonfim e escolas estaduais como a Escola Barão de Macaúbas.

A proteção e manutenção do patrimônio histórico da capital tem sido feita pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH), criado em 1984 pela lei municipal n.º: 3802. Composto por representantes da sociedade civil organizada e de órgãos oficiais, suas reuniões ordinárias acontecem uma vez por mês, quando são analisados os tombamentos e as propostas de intervenção nos conjuntos urbanos protegidos.

Uma das integrantes do Conselho é a Historiadora Maria Inês Cândido. Segundo ela, a conservação dos imóveis tombados é tanto da responsabilidade do proprietário como também da Prefeitura, no caso dos imóveis da capital. Para isso existem iniciativas e parcerias públicas e privadas. Mas mesmo assim os recursos são poucos, as parcerias nem sempre acontecem e alguns desses imóveis ficam expostos aos danos causados pelo tempo e também por vândalos. Como é o caso da Escola Estadual Pedro II que, decretada como bem cultural desde 1982, está com a sua fachada toda pichada, com a pintura descascada e apresentando infiltrações nas paredes.



A Escolha


Sobre a escolha do imóvel, Maria Inês explicou que o processo é feito de acordo com sua importância histórica. “O bem é escolhido sem hierarquia de valores. A escolha é feita pela importância do imóvel ou complexo em si. Nesse caso é verificado o tempo e o contexto da sua construção e o que trouxe de relevante para a história da cidade”. Para a historiadora, a conservação desse bem cultural feita tanto pelo município como pelas empresas privadas, significa o reconhecimento do valor coletivo da história cultural da cidade e a preservação de sua memória viva.



Instrumentos de Incentivo


Como os imóveis culturais tombados não podem ser demolidos e necessitam da garantia do seu bom estado de conservação e uso, foram criados, pelo poder público, instrumentos de incentivo à proteção do patrimônio cultural da cidade. A isenção do IPTU; a transferência do direito de construir previsto na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo, que não passa a ser exercido no terreno de origem, mas sim em um outro imóvel com o mesmo potencial construtivo; as leis de incentivo; além do acompanhamento feito pelo Atelier de Acompanhamento de Projetos que é responsável pela elaboração dos projetos de restauração de imóveis tombados sem ônus para o proprietário, são alguns deles.

Na opinião de Célia Nonato, professora da Faculdade Estácio de Sá e doutora em História, o processo de tombamento histórico é mal visto pela maioria dos proprietários deste tipo de imóvel. “Primeiro, porque a família proprietária perde a posse do imóvel para a Prefeitura, no caso dos patrimônios municipais, e segundo, porque há pouco investimento para a manutenção do imóvel”. Tudo funciona muito bem no papel, mas na prática a realidade é outra, segundo a professora. “O dono do imóvel, muitas vezes, tem que buscar apoio com empresas privadas, pois o que o município financia é muito pouco e o imóvel acaba bastante danificado pelo tempo e perde seu valor cultural”. Para a historiadora, a responsabilidade é muito grande quando se tem um imóvel tombado e um dos motivos é a impossibilidade de realizar qualquer alteração ou reforma no imóvel sem a autorização dos órgãos competentes.

O tombamento desses imóveis eram feitos, até o início da década de 80, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Atualmente, é a Prefeitura quem se encarrega de fazer o tombamento. Nem a Prefeitura, nem o Iepha confirmaram o número exato de imóveis tombados em Belo Horizonte.
Foto: internet


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sábado, 19 de maio de 2007

ASTROLOGIA: A busca por uma vida melhor

A ciência que estuda o significado e a influência dos astros - sol, lua, planetas - na vida das pessoas também é considerada uma forma de linguagem. Através do desenho do mapa astrológico de cada um e do paralelo feito com a mitologia, a Astrologia dá sentido e direcionamento para as pessoas que buscam nela uma ajuda. Ciência milenar, a Astrologia é praticada com o objetivo de “tentar” melhorar as relações humanas.

Presidente do Sindicato dos Astrólogos de Minas Gerais (Sindastro/MG) e também astróloga, Mônica Matta Machado Auler, diz que o trabalho do astrólogo consiste em fazer com que o indivíduo desenvolva uma conscientização maior de si mesmo, de forma que o possibilite se conduzir melhor em sua vida com mais satisfação e felicidade.

O atendimento astrológico consiste, basicamente, numa consulta terapêutica e nunca num determinismo que vai estabelecer regras de como agir ou o que fazer. Segundo Mônica, “é uma tendência antiga você ser de um signo e aquilo ser como uma forma que te obriga a responder daquela determinada forma”. Ela diz que essa não é a essência da Astrologia. “Não é um monólogo. É uma conversa e uma troca, na qual tanto o profissional quanto o paciente trocam informações”.

O astrólogo vai ouvir do “paciente” seu problema e através de cálculos matemáticos vai desenhar a posição dos astros naquele exato momento e analisar qual o tipo de influência que pode causar na vida da pessoa em relação ao trabalho, à vida pessoal, amorosa. A partir daí, o profissional vai orientar seu “paciente” da melhor maneira possível. Mas é ele - “paciente” - que vai decidir como realmente agir.


Para quem estiver interessado em se aprofundar mais no assunto, são necessários alguns pré-requisitos para o ingresso na profissão de astrólogo. Além da formação técnica, é preciso ter uma certa sensibilidade e habilidade para ouvir as pessoas, antes de tudo, segundo Mônica. A pessoa que procura pela ajuda dos astros, por meio do astrólogo, trás consigo algum problema ou inquietação e ela precisa falar sobre isso. A simpatia para conseguir alcançar a confiança do seu “paciente” também é importante. Mas isso não quer dizer que uma pessoa que tenha um lado mais técnico não possa ser astrólogo, finaliza.




Terapia para os dois lados


A astróloga e professora Virginia Simões, 42 anos, iniciou na profissão há 20 anos, na época, não havia escola de astrologia em Belo Horizonte, por isso, leu muitos livros sobre o assunto, fez cursos com astrólogos e participou de vários congressos nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


Virginia contou que em 1986, fazia terapia com uma psicóloga que a convidou para conhecer a astrologia. Desde então, nunca mais parou. Ela comentou que sua vida mudou para melhor. "Tive a oportunidade de me conhecer mais e compreender meus filhos, marido e familiares. Me tornei menos exigente e o meu relacionamento com as pessoas se tornou mais fácil". Para Virginia Simões, a astrologia é uma terapia que se manifesta dos dois lados: por um lado auxilia o cliente a decidir sobre suas escolhas na vida, e por outro o astrólogo tornar-se mais compreensivo.


Nesses anos de carreira, Virginia confessou que já fez mapa astral de gente famosa, como a cantora Wanessa Camargo, e ainda, foi procurada por uma cliente para fazer o mapa astral de uma pessoa anônima e falecida. "No momento achei estranho, mas mesmo assim fiz o mapa" declarou ela. Depois de duas horas de trabalho, Virginia ficou sabendo que a cliente era uma estudante de psicologia que estava defendendo uma tese sobre a astrologia no auxilio à psicologia. "A estudante me declarou que os dados eram da pintora mexicana Frida Kahlo, falecida em 1954, e que o mapa era muito parecido com os estudos que ela descobriu da personalidade e da vida da pintora".
Foto: fonte internet



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quarta-feira, 9 de maio de 2007

A CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM: Esse foi o tema da segunda noite de palestras na Faculdade Estácio de Sá

A Semana Literária contou, na noite de ontem, com a participação do publicitário Jorge Neto, do escritor e jornalista Carlos Herculano de Oliveira Lopes e da atriz e professora Angelita Cristiane Candido. Após a abertura do seminário, intitulado “Palavra Encenada”, apresentado pelo professor Carlos Alberto Santos, os convidados falaram sobre os diferentes processos de criação de um personagem.

Com muita irreverência e descontração, Carlos Herculano começou falando sobre seu início na literatura, aos 12 anos, quando veio para Belo Horizonte, estudar no Colégio Arnaldo. Seu primeiro livro, “O Estilingue”, foi escrito quando tinha 14 anos. A partir daí, começou a construir seus personagens, dando formas a sua imaginação. Para ele a construção de um personagem não é coisa muito fácil e abusa das metáforas. “É igual a um boi que, quando é laçado no fio do lombo, ninguém consegue controlá-lo mais”.

Para Angelita Cristiane, o cotidiano em que vivemos é uma representação constante de um personagem que criamos a todo o momento. No teatro, a construção desse personagem é gradual, requer tempo e dispensa o excesso de técnicas, para que o público consiga entender a mensagem passada. “O teatro é o enfrentamento direto com o público e é sempre único”, disse a atriz.

Durante o seminário, o publicitário Jorge Neto apresentou os vídeos da campanha para uma
palhaça de aço e para o governo do Estado. Ele explicou que na publicidade o personagem é tanto criado como comprado, ou mesmo pego emprestado. Para o publicitário, a preocupação na construção do personagem é sempre com o retorno do público e termina dizendo: “Antes de criar, tem que se pensar no formato. A publicidade é um zig zag. Todo mundo faz o zig. O zag é o que destaca seu personagem dos outros comuns”.

Fotos: Patrícia Loureiro


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