sábado, 28 de abril de 2007

"MANOEL SAPATEIRO", "MAGNATA" E "PASTEL DE ANGÚ": Delícias do Bar Clube da Esquina

A capital mineira é tradicional em abrigar bares familiares e aconchegantes. Um exemplo é o “Clube da Esquina”, que funciona, desde 1959, num sobrado entre as ruas Sergipe e Timbiras, no Bairro Funcionários. O bar abrigou, em 1902, a primeira cervejaria da capital, a Rhenania.

O ambiente agradável, amplo e de decoração simples oferece a tradicional comida mineira, apresentando pratos batizados com nomes diferentes como a carne de panela “Manoel Sapateiro”, em homenagem a um sapateiro que freqüentou o bar durante anos. O cardápio conta também com pratos tradicionais como o prato feito, batizado de “Magnata” e o irresistível pastel de angu.

A comida atrai, além de freqüentadores ilustres como Milton Nascimento, Aguinaldo Timóteo, Toninho Horta, Lô Borges e Paulino Pedra Azul, pessoas comuns como o administrador de empresas Jairo Ferreira Porto Júnior, de 41 anos. “Freqüento o bar desde os 17 anos, sou vizinho, moro no prédio ao lado e posso dizer que conheço bem a história do local”, diz o administrador. E curiosos, como o funcionário público Nilton Pires de Araújo, de 40 anos, que estava conhecendo o bar pela primeira vez por influência de sua filha de 17 anos, que dá aulas de crisma na Igreja da Boa Viagem, localizada logo em frente.

Uma das principais atrações do lugar é o garçom Francisco dos Passos de Souza, de 68 anos, conhecido carinhosamente como Chico. Ele trabalha no bar há 46 anos. Chico foi homenageado com o título de cidadão honorário de BH, pelo “Jornal da Casa”, em 1992. “Já atendi os maiores nomes da música mineira. Aqui é contada a história da capital”, diz Chico, emocionado.

Para os que já conhecem ou querem conhecer, o “Clube da Esquina” funciona de 2ª a 6ª, a partir das 17 horas e sábados, domingos e feriados, a partir das 10 horas. Com capacidade para 200 pessoas, área reservada para fumantes, o bar oferece serviço de almoço e suas noites são animadas pela banda Cadência do Samba. Vale a pena conferir.

Foto: Patrícia Loureiro


Leia também...
Cultura
Polícia
Turismo

Voltar

quarta-feira, 18 de abril de 2007

LIXO E CIDADANIA: Uma mistura que deu certo

A Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável, Asmare, foi fundada no dia 1º de Maio de 1990. Além do objetivo de fazer a limpeza das ruas da capital, a associação desenvolve um trabalho de parceria, junto à empresas, escolas, condomínios e órgãos públicos, para coleta do lixo reaproveitável. O material reciclável arrecadado pelos parceiros é doado à Asmare que gera e sustenta postos de trabalho para os catadores.

Um outro objetivo da associação é o resgate da auto-estima e da cidadania de uma população historicamente excluída: o catador de papel, conforme disse a coordenadora, Maria das Graças Marçal, responsável pela administração da Asmare. “Ele recebe desde cursos de capacitação de coleta seletiva e aulas sobre legislação, cooperativismo, empreendimento social e qualificação profissional até acompanhamento sócio-pedagógico”. O trabalho social desenvolvido pela associação agrada muito a seus associados. O catador Joaquim Miguel disse que está muito satisfeito e que sua vida melhorou bastante desde que se associou a Asmare. “Consegui pagar o que devia. Com o que eu ganho, já consegui comprar um carro pra mim. Agora estou tentando comprar um terreno e construir uma casinha pra morar”.

São trezentos e oitenta catadores de papel que recebem de um à seis salários mínimos por mês. O lixo arrecadado corresponde ao papel, papelão, revistas, jornais, latas de alumínio, garrafas pet e plásticos. Nas oficinas, todo esse material é transformado em flores, brincos, colares, objetos de decoração, camisas, bolsas, uma infinidade de coisas. A cada mês são arrecadadas 450 toneladas de lixo.

A Asmare conta também com um centro cultural, o Reciclo Asmare Cultural, aberto às mais diversas manifestações artísticas e aos jovens talentos que encontram na casa um ambiente para desenvolver seus trabalhos. Uma das atrações da casa é a banda Zé da Guiomar, que anima as noites do Reciclo com muito samba e bossa nova.
(Crédito da imagem: foto retirada da Internet)

terça-feira, 3 de abril de 2007

ENTRETENIMENTO OU PURA BOBAGEM?

Em tempos que toda a sociedade brasileira assiste, nos telejornais, apenas um banho de sangue diário, a melhor pedida são os reality shows. Aqui no Brasil esse tipo de programa ganhou o nome de “Big Brother”. Uma vez por ano, uma nova edição é apresentada ao público televisivo. Dia e noite, para os que possuem tv paga, e alguns minutos por noite, para os que assistem à tv aberta, os brasileiros se divertem com os dramas, as alegrais, as confusões dos participantes dessa vitrine da vida.

Alguns vão dizer que o “Big Brother” é uma tremenda bobagem e perda de tempo. Outros, que é falta de cultura. E tem também os que vão dizer que a televisão está perdendo sua característica ao transmitir um programa como este,atigindo apenas as massas. Mas, o fato é que os brasileiros adoram “dar uma espiadinha” – bordão do apresentador Pedro Bial – no que acontece na casa. Talvez, isso seria uma forma de fugir, por algum tempo, dos problemas diários como a violência excessiva, a corrupção política, a falta da assistência governamental que causa pobreza, miséria... resumindo, o triste dia-a-dia da maioria dos brasileiros.

Pode-se dizer então que o “Big Brother Brasil”, o famoso BBB, é entretenimento puro e, diga-se de passagem, divertidíssimo. Com personagens reais, os brasileiros podem se identificar dentro da casa com as atitudes e os acontecimentos. Assim, esquecem-se um pouco das agruras da vida diária.

Leia também...