terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

“A AÇÃO VIOLENTA PRATICADA POR CINCO "BESTAS HUMANAS" TRAZ À TONA A DISCUSSÃO: QUE FIM DAR AO CHAMADO MENOR INFRATOR”

Durante exatos 15 minutos, cinco seres humanos, que mais pareciam bestas demoníacas protegidas pela couraça da carruagem de lata que roubaram, exterminaram uma criança de apenas seis anos. O nome dele, João Hélio Fernandes Vieites, filho de Rosa Cristina Fernandes Vieites. Após percorrerem 14 ruas, pelas quais arrastaram o menino preso ao cinto de segurança pelo lado de fora, as bestas humanas fugiram, sem ao menos olharem para trás. Ao abandonarem o veículo, deixaram ao chão o corpinho "dilacerado" do menino Hélio. Foi assim mesmo que o jornal Folha Online publicou hoje: dilacerado.
Esse crime causou indignação por parte da nação e trouxe á tona várias perguntas, que vão se calando com o dia-a-dia apressado de todos nós. As minhas, em particular, são: Quanto vale uma vida no Brasil? Ou, quanto tempo leva para dar fim a uma vida humana no país? Ah, a melhor: Qual o método mais agressivo, violento, cruel, bestial e insano para se acabar com a vida de alguém no país? As respostas... infelizmente... ainda não tenho.
Em épocas como a que vivemos hoje, de grande violência praticada nas ruas - por maiores e pelos chamados menores infratores - nos morros das favelas, dentro das nossas casas, das nossas vidas e onde são utilizados armamentos de grande porte, o crime praticado contra o garoto João Hélio, no qual arma alguma foi utilizada, trás à tona também antigos questionamentos: Como fica a situação dos menores infratores no Brasil? O que fazer ou como fazer para punir severamente os crimes que são praticados por menores infratores? Como tratar de forma diferenciada um rapaz que tem 17 anos, quase 18, e por não ser maior de idade, não pode ser condenado a "apodrecer" na cadeia por ter dilacerado um garotinho?
Para a Câmara dos Deputados e o Senado, a redução da maioridade penal é uma discussão qu já deveria ter virado projeto e estar em votação. Mas acusados de estarmos ainda sob o efeito de forte comoção, a Ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, criticou, ontem, no Uol News, a posição do Congresso e disse que as mudanças na legislação não deveriam ser discutidas sob o clima de forte emoção.
O que vai realmente acontecer com esses ditos menores infratores não sei e penso que a maioria dos 180 milhões de brasileiros também ainda não saibam. Mas posso dizer que o que realmente gostaríamos, e agora falo por toda essa nação que, como a própria Ministra disse, age sempre por emoção, é que nossos representantes, nossos governantes eleitos descessem de seus pedestais até aqui em baixo onde vivemos toda essa violência e sentissem na pele, de verdade, como é ver seu filho morto, dilacerado e caído ao chão. Aí, com certeza, fariam alguma coisa.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

TESTE


O Atlético é o melhor time do mundo.